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Segurança pública

Armas legais por estado

Registros de armas de fogo ativos no Sinarm, da Polícia Federal, por 100 mil habitantes, de 2017 a 2025

Como ler o gráfico

Cada linha mostra quantos registros de armas de fogo estavam ativos no Sistema Nacional de Armas (Sinarm), da Polícia Federal, para cada 100 mil habitantes do estado. Entram armas de cidadãos, de servidores com porte por função, de empresas de segurança e de órgãos públicos. Ficam de fora as armas de caçadores, atiradores e colecionadores (CACs), registradas até julho de 2025 no Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (Sigma), do Exército, e as armas das Forças Armadas e das polícias militares. Use os botões acima do gráfico para escolher até 5 estados. O dado de 2018 é de dezembro de 2017. A partir de 2023 os números de pessoas físicas passaram a vir dos dados abertos da Polícia Federal, e os de empresas e órgãos públicos, de pedido por Lei de Acesso à Informação; parte do salto de 1,56 milhão em 2022 para 2,09 milhões em 2023 pode vir dessa mudança. O Distrito Federal tem taxa muito acima dos demais porque concentra registros de órgãos federais, e oscila de um ano para outro (68.700 em 2022, contra 243.806 em 2021 e 267.276 em 2023), como publicado na fonte. O total do Brasil é a soma dos estados e deixa de fora cerca de 2 mil registros sem estado informado de 2022 a 2024. As faixas de governo localizam os anos e não atribuem causa.

Contexto

Toda arma de fogo legal no Brasil precisa de registro. As de uso civil ficam no Sinarm, da Polícia Federal; as de caçadores, atiradores desportivos e colecionadores (CACs), de militares e de policiais militares ficavam no Sigma, do Exército, até a transferência dos registros de CACs para a Polícia Federal, em julho de 2025.

Os registros ativos no Sinarm passaram de 637.972 em 2017 para 2.171.213 em 2025, ou 1.017 por 100 mil habitantes. Fora o Distrito Federal, as maiores taxas em 2025 foram as de Acre (2.652), Rondônia (2.516) e Rio Grande do Sul (2.070); a menor foi a de Ceará (393). No Sigma, as armas em acervos de CACs eram 1.516.236 em março de 2025, contra 225.276 com registro ativo em agosto de 2019, pelos dados do Exército publicados no Anuário; os dois números usam critérios diferentes e não se comparam diretamente.

O número de armas registradas cresceu depois dos decretos de 2019, que facilitaram a compra e o registro, e as regras voltaram a ser restringidas a partir de 2023. Quem defende o acesso às armas argumenta que ele amplia a legítima defesa; quem o critica argumenta que mais armas em circulação aumentam o risco de mortes e de desvio para o crime.

Fonte: Polícia Federal (Sinarm), via Anuário Brasileiro de Segurança Pública