Indicadores BR

População e trabalho

Quantos trabalham com carteira assinada

Empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada (sem domésticos), em milhões de pessoas, média anual de 2012 a 2025

Como ler o gráfico

Cada coluna é a média do número de empregados do setor privado com carteira assinada no ano, em milhões de pessoas, sem contar os trabalhadores domésticos, que aparecem à parte na tabela junto com os celetistas do setor público. Os números vêm da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), que entrevista famílias e conta pessoas pelo trabalho principal. A série começa em 2012; a PNAD antiga, até 2015, usava outra amostra e outra idade mínima e não pode ser emendada a esta. De 2020 a 2022, por causa da pandemia, o IBGE calculou a média anual com outra visita da pesquisa.

Contexto

A carteira de trabalho assinada é o registro do emprego formal regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que dá direito a férias, 13º salário, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), seguro-desemprego e contribuição para a aposentadoria. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mede quantas pessoas trabalham assim pela PNAD Contínua.

Em 2012, 35,0 milhões de pessoas eram empregadas com carteira no setor privado. O número subiu até 36,8 milhões em 2014, caiu na recessão de 2015 e 2016 para 33,2 milhões em 2018 e chegou ao menor valor da série em 2021, com 31,9 milhões, depois da pandemia. Desde então cresceu todo ano e atingiu 38,9 milhões em 2025, o maior da série. No 2º trimestre de 2026, eram 39,4 milhões.

A RAIS, registro que as empresas enviam ao Ministério do Trabalho e Emprego, conta 46,1 milhões de vínculos celetistas em 31 de dezembro de 2025. O número é maior porque conta vínculos, e uma pessoa pode ter mais de um, e inclui celetistas do setor público. O emprego com carteira é a base da arrecadação da Previdência e do FGTS.

Fonte: IBGE, PNAD Contínua anual (Sidra, tabela 4361)