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Saúde

Cirurgias bariátricas no Brasil

Cirurgias bariátricas feitas pelo SUS (desde 1999) e pelos planos de saúde (desde 2014), por ano, até 2025

Como ler o gráfico

A linha do SUS conta as internações para cirurgia bariátrica (redução de estômago) pagas pelo SUS, pelo mês em que o hospital apresentou a conta, que costuma ser o mesmo da cirurgia ou o seguinte. A dos planos de saúde conta as cirurgias informadas pelas operadoras à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS); a ANS não publicou o número de 2019 nem os anteriores a 2014. Cirurgias pagas pelo próprio paciente não entram em nenhuma das duas. Antes de 2008, o SUS usava outra tabela de procedimentos; a série foi montada com os códigos equivalentes. A tabela traz o valor pago pelo SUS, em milhões de reais da época. As faixas de governo localizam os anos e não atribuem causa.

Contexto

O SUS registrou 63 cirurgias bariátricas em 1999, 4.489 em 2010 e 12.568 em 2019. Em 2020 e 2021, anos da pandemia de covid-19, foram 3.768 e 2.867. Em 2025, o número chegou a 14.128, o maior da série.

Os planos de saúde fazem bem mais cirurgias que o SUS: 73.255 em 2025, segundo a ANS, contra 14.128 pelo SUS.

De janeiro a agosto de 2026, o SUS fez 11.561 cirurgias bariátricas e pagou R$ 112,0 milhões. Desde 2024, a maior parte é feita por videolaparoscopia, técnica com pequenos cortes, que custa mais ao SUS por cirurgia; por isso o valor pago dobrou de 2023 para 2024.

Fonte: Ministério da Saúde (SIH/SUS) e ANS