População e trabalho
Desigualdade de renda no Brasil
Índice de Gini do rendimento domiciliar per capita, de 1976 a 2025 (quanto maior, mais desigual)
Como ler o gráfico
O índice de Gini mede a desigualdade da renda entre as pessoas: vai de 0, quando todos têm a mesma renda, a 1, quando uma pessoa tem toda a renda. A renda considerada é a de todos os moradores do domicílio, de todas as fontes (trabalho, aposentadorias, benefícios sociais, aluguéis), dividida pelo número de moradores. Há duas linhas porque são duas pesquisas do IBGE: a PNAD anual, encerrada em 2015, e a PNAD Contínua, que começa em 2012. Elas não se emendam: em 2012, a PNAD anual dá 0,530 e a Contínua, 0,540. A PNAD anual não foi feita nos anos de censo (1980, 1991, 2000 e 2010) nem em 1994. De 2020 a 2022, o IBGE usa outra visita da PNAD Contínua aos domicílios, por causa da pandemia. Use os botões para ver as grandes regiões na PNAD Contínua. As faixas de governo localizam os anos e não atribuem causa.
Contexto
Pela PNAD anual, o Gini do Brasil era de 0,623 em 1976, chegou ao ponto mais alto em 1989 (0,636) e caiu para 0,518 em 2014, segundo a série do Ipea. Pela PNAD Contínua, ficou entre 0,504 (2024) e 0,545 (2018), e foi de 0,511 em 2025.
Em 2025, a região mais desigual pela PNAD Contínua foi o Centro-Oeste (0,506) e a menos desigual, o Sul (0,458).
O Gini mede a distribuição da renda e não o nível dela: um país pode ficar menos desigual com a renda de todos caindo. Por isso ele é lido junto com a renda média e com a pobreza, que estão em outros indicadores desta categoria.
A série do Ipea para a PNAD anual está encerrada desde 2016, e alguns valores dela diferem em até seis milésimos dos que o Ipea publicou em comunicados de 2008 e 2009.
Fonte: IBGE, PNAD Contínua, e Ipea, a partir da PNAD anual do IBGE