Educação
Quanto cada estado gasta por aluno da educação básica pública
Gasto do governo estadual e das prefeituras com educação básica por matrícula nas redes estadual e municipal, em R$ de 2025, em 2017, 2021 e 2025
Como ler a tabela
Cada linha é uma unidade da federação, ordenada do maior para o menor gasto por aluno em 2025; a primeira linha é a média do Brasil, que pondera cada estado pelo número de alunos. O valor soma o que o governo estadual e as prefeituras do estado gastaram com educação básica no ano e divide pelas matrículas das redes estadual e municipal no Censo Escolar do mesmo ano. Valores em reais de 2025, corrigidos pela média anual do IPCA; a última coluna é a variação real de 2017 a 2025. Entram as etapas de ensino (creche, pré-escola, ensinos fundamental e médio, educação profissional, educação de jovens e adultos e educação especial), a administração da educação, a merenda e o transporte escolar. Ficam fora o ensino superior, as aposentadorias e pensões e as despesas de cultura, esporte e assistência que algumas redes lançam na função Educação. Os repasses da União, como a complementação do Fundeb, entram no ano em que o estado ou a prefeitura os gasta. O Distrito Federal não tem municípios, e o governo distrital responde por todas as etapas.
Contexto
A tabela mostra quanto o poder público de cada estado gastou por aluno da educação básica pública em 2017, 2021 e 2025. A conta junta duas fontes oficiais: o relatório fiscal que cada governo estadual publica e envia ao Tesouro Nacional (Siconfi) e as declarações das prefeituras ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (SIOPE), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O número de alunos vem do Censo Escolar do Inep. A parte dos estados usa o relatório fiscal porque Minas Gerais só declarou o SIOPE em 2024, e o Rio Grande do Sul não declarou em 2018 e 2019. Nos anos em que os dois sistemas existem, os totais estaduais de educação ficam próximos: em 2024, a diferença ficou abaixo de 5% nos 27 estados e abaixo de 2% em 24 deles.
Em reais de 2025, o gasto médio por aluno no Brasil passou de R$ 10.153 em 2017 para R$ 11.308 em 2021 e R$ 16.811 em 2025, alta de 66% no período. A maior parte do aumento veio depois de 2021, quando começou a valer o novo Fundeb (Emenda Constitucional 108/2020), que eleva a complementação da União de 10% para 23% dos fundos até 2026 e reserva uma parte às redes com menor valor por aluno. Os estados que gastavam menos em 2017 foram os que mais cresceram: Piauí (+139%) e Maranhão (+135%) mais que dobraram, enquanto Roraima, Rio de Janeiro, Distrito Federal, São Paulo, Goiás e Rio Grande do Sul cresceram entre 37% e 45%. A distância entre o maior e o menor valor caiu de 2,3 vezes (Distrito Federal e Maranhão, em 2017) para 1,5 vez (Distrito Federal e Amazonas, em 2025).
O gasto por aluno mede o esforço financeiro de cada rede. A aprendizagem depende também de como o recurso é usado: salário e formação dos professores, tamanho das turmas e oferta de tempo integral. Os valores incluem os repasses da União, de modo que o número mostra o que o estado e suas prefeituras efetivamente gastaram, qualquer que seja a origem do recurso. Como parte das prefeituras atualiza o SIOPE depois do prazo, os números de 2025 podem mudar um pouco nas próximas consultas.
Fonte: Tesouro Nacional (Siconfi), FNDE (SIOPE) e Inep (Censo Escolar); cálculo do Indicadores BR