Indicadores BR

Educação

Quanto a União gasta com ensino superior

Despesa liquidada da União com ensino superior, em R$ bilhões de 2025, de 2006 a 2025

Como ler o gráfico

A linha mostra a despesa de cada ano. Valores em bilhões de reais de 2025, corrigidos pela média anual do IPCA. Entra a despesa liquidada da União na subfunção Ensino Superior: folha de pessoal das universidades e institutos federais, custeio (contas, bolsas e assistência estudantil) e investimentos em obras e equipamentos. Ficam de fora as aposentadorias e pensões, registradas em geral na função Previdência, e os empréstimos do Fies, que apareceram nessa subfunção só de 2009 a 2011 e foram retirados para a série ficar comparável. As faixas ao fundo marcam o presidente de cada período só como referência de tempo; o orçamento passa pelo Congresso, e 2016 foi dividido entre dois presidentes.

Contexto

O gráfico mostra quanto a União gastou com ensino superior em cada ano, de 2006 a 2025, segundo os dados abertos do orçamento federal do Ministério do Planejamento. A conta usa a despesa liquidada, ou seja, o que foi efetivamente executado, e não o que foi apenas previsto no orçamento. De 2017 a 2025, o resultado coincide com o relatório que o Tesouro Nacional publica sobre a execução do orçamento da União.

Em valores de 2025, a despesa passou de R$ 27,1 bilhões em 2006 para R$ 51,6 bilhões em 2014, período que incluiu o programa de expansão das universidades federais (Reuni, de 2007) e a criação dos institutos federais (Lei 11.892/2008); os investimentos em obras e equipamentos chegaram a R$ 5,9 bilhões em 2012. A partir de 2015 a despesa real caiu, chegou a R$ 37,4 bilhões em 2022 e voltou a R$ 45,3 bilhões em 2025, com investimentos abaixo de R$ 0,4 bilhão por ano desde 2019. No mesmo período, a folha de pessoal cresceu e passou a ocupar a maior parte do total. As regras fiscais pesaram sobre as despesas que o governo pode ajustar, como custeio e obras: o teto de gastos (Emenda Constitucional 95/2016) valeu de 2017 a 2023, e o regime fiscal da Lei Complementar 200/2023, a partir de 2024.

O orçamento de cada ano é proposto pelo governo e votado pelo Congresso, e a execução depende também de bloqueios e de decisões de cada instituição. Por isso o gráfico descreve o que foi gasto em cada período, sem medir a qualidade do ensino nem o número de alunos atendidos. Para quem estuda e para quem trabalha nas universidades, a série mostra o espaço para obras, bolsas e contratações, que depende do que sobra depois da folha.

Fonte: Ministério do Planejamento e Orçamento, SIOP; cálculo do Indicadores BR