Segurança pública
Feminicídios por estado
Vítimas de feminicídio registradas pelas polícias por 100 mil mulheres, de 2015 a 2025
Como ler o gráfico
Cada linha mostra quantas mulheres foram vítimas de feminicídio num estado para cada 100 mil mulheres que moram lá. Feminicídio é o homicídio de mulher por razões da condição de sexo feminino, como em violência doméstica e familiar ou por menosprezo à condição de mulher. Use os botões acima do gráfico para escolher até 5 estados. A lei que criou o feminicídio é de março de 2015, e os estados demoraram a registrar o crime separadamente: em 2015 faltam 14 estados, em 2016 faltam 4 e em 2017 faltam 2. Por isso a taxa do Brasil só aparece a partir de 2018, quando os 27 estados passaram a informar. O aumento dos primeiros anos mistura mais casos e mais registros corretos: crimes que antes seriam anotados como homicídio comum passaram a ser classificados como feminicídio. Os números são registros policiais (boletins de ocorrência): dependem de a vítima registrar o crime e da forma como cada polícia classifica e informa os casos, por isso a comparação entre estados exige cuidado. As faixas de governo localizam os anos e não atribuem causa.
Contexto
A Lei 13.104/2015 incluiu o feminicídio no Código Penal como forma qualificada de homicídio, com pena maior, e a Lei 14.994/2024 o transformou em crime autônomo, com pena de 20 a 40 anos de reclusão. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública reúne no Anuário os registros das polícias civis de cada estado.
Em 2018, primeiro ano com todos os estados, foram 1.229 vítimas, taxa de 1,16 por 100 mil mulheres. Em 2025 foram 1.571, taxa de 1,44, o maior número da série. Em 2025, Acre (3,18), Rondônia (2,87) e Mato Grosso (2,74) tiveram as maiores taxas, e Amazonas a menor (0,93).
Os feminicídios são parte dos homicídios de mulheres: em 2025, as polícias registraram 3.539 homicídios de mulheres, incluindo os feminicídios. A diferença entre estados reflete também quanto cada polícia investiga e enquadra os casos como feminicídio, por isso uma taxa alta pode indicar mais violência ou registro mais rigoroso.
Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Anuário Brasileiro de Segurança Pública