Políticas públicas
Quanto União, estados e municípios gastam com servidores
Remuneração de servidores ativos por esfera de governo, em bilhões de reais de 2025, de 2010 a 2025
Como ler o gráfico
Cada linha mostra quanto uma esfera de governo gastou no ano com a remuneração dos servidores ativos, civis e militares, incluindo as contribuições que paga como empregador, corrigido pela inflação. Aposentadorias e pensões de servidores ficam à parte na tabela, que traz também o total das três esferas com e sem os inativos. A União aqui não inclui o Banco Central e segue a metodologia internacional do Fundo Monetário Internacional (FMI), por isso o número difere do gráfico da folha federal, que usa o critério do Tesouro e soma os inativos. Há quebras na série: a base de dados dos estados muda em 2019 e a dos municípios em 2022, quando o gasto municipal salta de R$ 356 bilhões para R$ 421 bilhões em valores da época, em parte por essa troca. Cerca de 10% dos municípios não enviam dados, e o Tesouro estima esses valores. Os números são revistos a cada boletim. Os valores corrigidos estão em reais de 2025, pela média anual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE.
Contexto
O Tesouro Nacional consolida as contas da União, dos 26 estados, do Distrito Federal e dos 5.570 municípios nas Estatísticas Fiscais do Governo Geral, com a metodologia do Fundo Monetário Internacional (FMI). A série comparável começa em 2010.
Em 2025, as três esferas gastaram R$ 1.410,1 bilhões com servidores ativos: R$ 588,4 bilhões nos municípios, R$ 551,7 bilhões nos estados e R$ 270,0 bilhões na União. Somando aposentadorias e pensões de servidores, o total chega a R$ 1.980,4 bilhões. Em valores corrigidos, a remuneração dos ativos cresceu 45% de 2010 a 2025, parte disso pela troca de base dos municípios em 2022.
Desde 2023, os municípios gastam mais com servidores ativos do que os estados, que lideravam no início da série. A Lei de Responsabilidade Fiscal limita o gasto com pessoal a 50% da receita corrente líquida na União e a 60% nos estados e nos municípios.
Fonte: Tesouro Nacional, Estatísticas Fiscais do Governo Geral