Indicadores BR

Políticas públicas

Quanto a União gasta com a folha de pessoal

Despesa com pessoal e encargos sociais do governo central, em bilhões de reais de 2025, de 1997 a 2025

Como ler o gráfico

A linha mostra o gasto anual da União com pessoal e encargos sociais, corrigido pela inflação. Entram servidores civis e militares, ativos, aposentados e pensionistas, de todos os Poderes; não entram estados e municípios. O critério é o do Resultado do Tesouro Nacional (RTN): despesa paga no ano, sem a contribuição que a União faz ao próprio regime de previdência dos servidores, que é apenas um registro contábil entre órgãos. Os valores corrigidos estão em reais de 2025, pela média anual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE; a tabela traz também o valor da época. A divisão entre ativos e inativos começa em 2008, com o valor efetivamente pago. As faixas de governo localizam os anos e não atribuem causa; o gasto de um ano reflete leis de carreira e reajustes aprovados antes.

Contexto

A folha de pessoal é uma das maiores despesas da União, e quase toda ela é obrigatória: salários e aposentadorias não podem ser cortados de um ano para outro. O Tesouro Nacional publica o gasto mês a mês no Resultado do Tesouro Nacional.

Em valores corrigidos, a despesa passou de R$ 207,4 bilhões em 1997 para R$ 402,6 bilhões em 2025. O maior valor foi o de 2019, com R$ 438,4 bilhões; depois disso, o gasto corrigido caiu até R$ 385,8 bilhões em 2024 e voltou a subir em 2025. Em 2025, R$ 217,5 bilhões foram para servidores ativos, civis e militares, e R$ 174,6 bilhões para aposentados, reformados e pensionistas. Sentenças judiciais e precatórios de pessoal somaram R$ 9,7 bilhões no mesmo ano.

O tamanho da folha depende do número de servidores e do valor das remunerações. Quem defende conter a despesa argumenta que ela reduz o espaço para investimento e para políticas sociais; quem defende reajustes e concursos argumenta que a reposição de pessoal e de salários é necessária para manter os serviços. O peso dos inativos cresce com o envelhecimento do quadro e só muda devagar, porque depende de regras de aposentadoria.

Fonte: Tesouro Nacional, Resultado do Tesouro Nacional (RTN), série histórica