Indicadores BR

Saúde

Quanto o poder público gasta com saúde por habitante

Gasto público com ações e serviços de saúde por habitante, da União, dos estados e dos municípios, em reais de 2025, de 2000 a 2025

Como ler o gráfico

As linhas mostram quanto cada esfera de governo gastou com saúde por habitante no ano, em reais de 2025, e a soma das três. Cada esfera aparece com o que pagou com recursos próprios: a União inclui o que repassa a estados e municípios para a saúde, e estados e municípios entram só com o que gastaram de impostos e transferências gerais, sem o dinheiro que receberam de outra esfera para a saúde. Assim cada real é contado uma vez. A medida segue o conceito de ações e serviços públicos de saúde da Lei Complementar 141/2012, que deixa de fora aposentadorias, juros e gastos que não são de saúde. Há uma quebra em 2013: até 2012 os números são do Ministério da Saúde (Indicadores e Dados Básicos); de 2013 em diante, soma do Indicadores BR sobre os dados do SIOPS e do relatório fiscal da União, com a regra da Lei Complementar 141. Os estados sobem 20% de 2012 para 2013, parte por mudança de regra e parte por aumento real. Municípios sem dado no SIOPS (no máximo 32 num ano) ficam fora da soma. O dado anual de 2026 só sai em 2027; o gasto federal de 2026, previsto e executado até agora, está no indicador Gasto federal com saúde por habitante. As faixas de governo localizam os anos e não atribuem causa.

Contexto

O Sistema Único de Saúde (SUS) é financiado pelas três esferas. A Constituição e a Lei Complementar 141/2012 fixam mínimos: os estados aplicam pelo menos 12% e os municípios 15% da receita de impostos, e a União segue regra própria, que mudou ao longo do tempo.

Em reais de 2025, o gasto público com saúde passou de R$ 889 por habitante em 2000 para R$ 2.660 em 2025. Em 2025, a União respondeu por R$ 1.099, os estados e o DF por R$ 706 e os municípios por R$ 856 por habitante. A participação da União caiu de 58,5% do total em 2000 para 41,3% em 2025, e a dos municípios subiu de 21,2% para 32,2%.

Pelas contas da Organização Mundial da Saúde, o gasto privado com saúde no Brasil (planos de saúde e despesas pagas diretamente por famílias e empresas) foi maior que o gasto público por habitante em todos os anos de 2000 a 2023. O salto de 2020 e 2021 coincide com a pandemia de covid-19.

Fonte: Ministério da Saúde (SIOPS e IDB) e Tesouro Nacional (RREO da União)