Saúde
Orçamento federal de saúde: previsto e executado
Dotação atualizada e valor liquidado da função Saúde no orçamento da União, em bilhões de reais de 2025, de 2000 a 2025
Como ler o gráfico
A coluna clara, ao fundo, é o orçamento previsto para a função no fim de cada ano: a lei aprovada pelo Congresso mais os créditos abertos durante o ano. A coluna escura, na frente, é o que foi executado, medido pelo valor liquidado, isto é, a despesa reconhecida depois da entrega do bem ou do serviço. A diferença entre as duas é o orçamento que não chegou a ser gasto no ano. Os valores incluem as despesas entre órgãos do próprio governo, como a contribuição da União para a previdência dos servidores, que fica registrada na mesma função. Os valores corrigidos estão em reais de 2025, pela média anual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE; a tabela traz também o valor da época. O ano de 2026 ficou fora do gráfico porque ainda está em execução.
Contexto
O orçamento da União separa as despesas por função, que indica a área de governo atendida. A classificação atual vale desde 2000, o que permite comparar toda a série. Os dados vêm do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (SIOP), do Ministério do Planejamento e Orçamento.
Em 2025, o orçamento da função Saúde terminou o ano com dotação de R$ 241,2 bilhões, e a União liquidou R$ 218,6 bilhões, 90,6% do previsto. Em 2000, em valores corrigidos, a dotação era de R$ 93,7 bilhões e o liquidado, de R$ 90,5 bilhões. O valor liquidado de 2025 é o maior da série. A menor execução foi a de 2020, com 81,5% da dotação liquidados; na média de 2000 a 2025, a execução foi de 91,8%. Em 2026, até 28 de outubro, a União tinha liquidado R$ 192,1 bilhões de uma dotação de R$ 256,3 bilhões, em valores da época.
A Constituição obriga a União a aplicar um valor mínimo em ações e serviços públicos de saúde a cada ano (artigo 198). O orçamento da função Saúde inclui despesas que não contam para esse mínimo, como o pagamento de servidores aposentados, por isso os dois números não coincidem. O pico de 2020 e 2021 coincide com a pandemia de covid-19.