Economia
Os maiores parceiros comerciais do Brasil
Participação de cada país na corrente de comércio do Brasil (exportações mais importações), em %, de 1997 a 2025
Como ler o gráfico
Cada linha mostra quanto um país representou da corrente de comércio do Brasil em cada ano, somando o que o Brasil vendeu para ele e o que comprou dele, em dólares. Estão no gráfico os cinco países que mais vezes apareceram entre os cinco maiores parceiros de 1997 a 2025. O país considerado é o destino declarado na exportação e a origem declarada na importação, que nem sempre é o país de consumo final: portos de distribuição, como os dos Países Baixos, podem aparecer acima do consumo real. Os valores são de 1997 a 2025, anos fechados; em 2026, até setembro, a China respondeu por 28,3% da corrente. As faixas de governo localizam os anos e não atribuem causa.
Contexto
A corrente de comércio soma exportações e importações e mede o tamanho da relação comercial do Brasil com cada país. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que registra cada operação declarada na alfândega.
Em 1997, os Estados Unidos eram o maior parceiro, com 20,2% da corrente, e a China tinha 2,0%. A China passou os Estados Unidos em 2009 e chegou a 27,2% em 2025, com US$ 170,9 bilhões de comércio: US$ 99,9 bilhões em exportações brasileiras, sobretudo soja, petróleo e minério de ferro, e US$ 70,9 bilhões em importações. Os Estados Unidos ficaram em segundo, com 13,2%, e a Argentina, em terceiro, com 4,9%.
A concentração num parceiro tem dois lados: garante mercado para os produtos em que o Brasil é competitivo e deixa as vendas mais sensíveis à economia e às decisões comerciais desse país. Para quem acompanha a economia, a lista de parceiros ajuda a entender o efeito de tarifas, acordos e crises externas sobre exportadores e empregos.