Políticas públicas
Quanto cada estado gasta com servidores, em proporção do PIB
Despesa com pessoal e encargos dos governos estaduais e do Distrito Federal, em % do PIB de cada unidade da federação, de 2015 a 2023
Como ler o gráfico
Cada linha mostra quanto o governo de um estado gastou no ano com servidores, em proporção do PIB do próprio estado, isto é, de tudo o que a economia local produziu. A despesa soma todos os Poderes e órgãos estaduais (Executivo, Assembleia, Tribunal de Contas, Tribunal de Justiça, Ministério Público e Defensoria), com ativos, aposentados e pensionistas, encargos, sentenças judiciais de pessoal e despesas de anos anteriores. Ficam de fora a contribuição que o estado paga ao próprio regime de previdência, que é um registro interno, os terceirizados e os auxílios lançados como custeio. Use os botões acima do gráfico para escolher até 5 estados; Brasil (estados) é a soma de todos os estados sobre a soma dos PIBs. Os dados de despesa são do Tesouro Nacional, que corrige erros de classificação dos relatórios enviados pelos estados. O PIB estadual mais recente publicado pelo IBGE é o de 2023, por isso a série termina nesse ano; 2024 entra quando o IBGE divulgar o PIB dos estados. O Distrito Federal aparece abaixo do real: a folha da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros é paga pela União, pelo Fundo Constitucional do Distrito Federal, e não passa pelo orçamento do DF. Antes de 2015 não há série por estado com o mesmo critério; a série de 2002 a 2016, com o critério antigo do Tesouro, está em indicador próprio. As faixas de governo localizam os anos e não atribuem causa; o gasto com pessoal é decidido por cada governo estadual.
Contexto
A folha de pessoal é a maior despesa dos governos estaduais. Comparar com o PIB mostra o peso do funcionalismo estadual na economia de cada lugar, uma medida diferente do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, que compara a despesa com a receita corrente líquida do estado.
Somados, os estados gastaram 5,55% do PIB com pessoal em 2023 (607,2 bilhões de reais), contra 5,97% em 2015; o máximo da série foi 6,12%, em 2017. Em 2023, os servidores ativos responderam por 3,08% do PIB e os aposentados e pensionistas, por 2,21%. Os maiores percentuais foram os de Acre (20,2%), Amapá (18,7%) e Roraima (16,3%); os menores, os de São Paulo (3,6%), do Distrito Federal (4,1%, número subestimado) e de Santa Catarina (4,7%).
Estados com economia pequena e muitos serviços públicos têm percentuais altos, porque o PIB local é baixo perto da folha. A queda de 2021 (6,02% em 2020 para 5,32% em 2021) veio do PIB: em valores da época, a despesa com pessoal subiu 4,5% e o PIB dos estados, 18,4%.