População e trabalho
Quantos somos: a população do Brasil em cada censo
População recenseada, em milhões de pessoas, de 1872 a 2022
Como ler o gráfico
Cada coluna é a população contada num censo, em milhões de pessoas; a tabela traz o número exato e a taxa média de crescimento ao ano desde o censo anterior. Os censos não têm intervalo regular: não houve censo em 1910 e 1930, o de 1991 atrasou um ano e o de 2020 foi feito em 2022. De 1872 a 1950, o IBGE publica a população presente na data do censo; de 1960 em diante, a população residente, que conta quem mora no país. A diferença entre os dois conceitos é pequena perto do tamanho da população. O IBGE publica também estimativas anuais entre os censos; elas ficaram fora do gráfico porque são cálculos, e o gráfico mostra só contagens.
Contexto
O censo demográfico é a contagem de todas as pessoas do país, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 1940 e, antes disso, pela Diretoria Geral de Estatística. O primeiro censo nacional foi feito em 1872, ainda no Império.
O Brasil tinha 9,9 milhões de habitantes em 1872 e 203,1 milhões em 2022. O crescimento mais rápido foi na década de 1950, com 3,04% ao ano. Desde então a taxa caiu a cada censo e chegou a 0,52% ao ano entre 2010 e 2022, a menor da série. Pela estimativa do IBGE, a população era de 214,2 milhões em 1º de julho de 2026.
O ritmo de crescimento da população define quantas escolas, vagas de emprego, leitos e aposentadorias o país vai precisar. Uma população que cresce devagar tende a envelhecer, o que aumenta a pressão sobre a Previdência e a saúde e reduz, ao longo do tempo, a procura por vagas na educação básica.
Fonte: IBGE, Censos Demográficos (Sidra e Estatísticas do Século XX)