População e trabalho
Campo e cidade: onde mora o brasileiro
População urbana e rural, em milhões de pessoas, nos censos de 1940 a 2022
Como ler o gráfico
As linhas mostram quantas pessoas moravam em área urbana e em área rural em cada censo, em milhões. A tabela traz a parcela urbana em %. Urbano e rural seguem a lei de cada município, que define o perímetro urbano: a ampliação desse perímetro ou a criação de municípios muda a classificação sem que ninguém se mude. Em 1940 e 1950, a área urbana soma os quadros urbano e suburbano, como faz o IBGE. De 1940 a 1960 os números são os das tabelas históricas do IBGE, que contam a população presente na data do censo (em 1960 somam 71,0 milhões, ante 70,1 milhões de residentes); de 1970 em diante, a população residente. O intervalo entre censos não é regular.
Contexto
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) classifica cada domicílio do censo como urbano ou rural conforme o perímetro urbano definido em lei municipal.
Em 1940, 31,2% dos brasileiros moravam em cidades. A população urbana passou a rural na década de 1960 e chegou a 55,9% em 1970. A população rural atingiu o máximo em 1970, com 41,0 milhões de pessoas, e caiu para 25,6 milhões em 2022, quando 87,4% da população vivia em área urbana. Em 82 anos, o número de moradores de cidades passou de 12,9 milhões para 177,5 milhões.
A mudança para as cidades se concentrou entre 1950 e 1980, quando a população urbana passou de 18,8 milhões para 80,4 milhões. A distribuição da população orienta onde o Estado precisa de transporte, saneamento, moradia e segurança, e quanto o campo depende de políticas como o crédito rural e a educação no campo.