Orçamento federal
Superávit ou déficit do governo federal
Resultado primário do governo central em % do PIB, de 1997 a 2025 (positivo é superávit; negativo, déficit)
Como ler o gráfico
Cada coluna é o resultado primário do governo central no ano: a receita líquida menos a despesa, sem contar os juros da dívida. Acima de zero, o governo arrecadou mais do que gastou (superávit); abaixo, gastou mais (déficit). O governo central reúne o Tesouro Nacional, a Previdência Social (INSS) e o Banco Central. O número é o divulgado pelo Tesouro, apurado pelas receitas e despesas. O Banco Central apura o resultado de outra forma, pela variação da dívida, e os dois números diferem um pouco. A tabela traz o resultado em bilhões de reais da época e a receita e a despesa em % do PIB. As faixas de governo localizam os anos e não atribuem causa.
Contexto
O resultado primário mostra se as receitas do governo cobrem as despesas antes de pagar os juros. É a principal meta fiscal do país: a Lei de Diretrizes Orçamentárias fixa todo ano o resultado a ser buscado.
De 1997 a 2013, o governo central teve superávit primário em todos os anos; o maior, em % do PIB, foi o de 2004 (2,52%). Desde 2014, teve déficit em todos os anos menos 2022. O maior déficit foi o de 2020, ano da pandemia: R$ 743,3 bilhões, ou 9,77% do PIB.
Em 2025, o déficit foi de R$ 61,7 bilhões (0,48% do PIB). De janeiro a setembro de 2026, o déficit somou R$ 90,2 bilhões, contra R$ 100,3 bilhões no mesmo período de 2025, em valores da época.
Desde 2023, a meta é medida pelas regras do arcabouço fiscal (Lei Complementar 200/2023), que permitem descontar algumas despesas do cálculo. O número deste gráfico é o resultado total, sem esses descontos.