Políticas públicas
O Senado a partir de 2027
Cadeiras por partido, projeção após a eleição de 2026
Como ler o gráfico
Cada barra é um partido e mostra quantas das 81 cadeiras ele deve ocupar a partir de fevereiro de 2027, somando eleitos em 2026 e senadores que seguem no mandato. A barra "PSDB, Podemos e outros" reúne 7 cadeiras: 2 do PSDB, 2 do Podemos, 1 da Rede, 1 do PDT e 1 senador sem partido, conforme a contagem do Brasil de Fato e da CNN Brasil. PP e União formam a federação União Progressista, que aparece como uma só bancada no gráfico da Câmara; aqui os dois partidos aparecem separados e, juntos, somariam 12 cadeiras. Trata-se de projeção: as contagens dos veículos divergem em um caso: o gráfico segue a Gazeta do Povo (União 6, Republicanos 5), e a CNN Brasil registra o inverso e podem mudar com o 2º turno de 25 de outubro, com a posse de suplentes e com trocas de partido. Para referência, 41 senadores formam a maioria absoluta e 49 aprovam uma proposta de emenda à Constituição (PEC).
Contexto
O gráfico projeta a composição do Senado na legislatura que começa em fevereiro de 2027, somando os 54 senadores eleitos em 4 de outubro de 2026 aos 27 que cumprem mandato até janeiro de 2031. O Senado tem 81 cadeiras, três por estado e pelo Distrito Federal, com mandatos de oito anos; a renovação alterna entre um terço e dois terços a cada quatro anos, e 2026 foi ano de dois terços. O PL aparece com 28 senadores, dos quais 19 eleitos agora, e a Casa terá 13 partidos representados, segundo a Agência Senado.
As regras de votação explicam por que essa conta importa. Uma PEC precisa de 49 votos no Senado (três quintos), em dois turnos, e a maioria absoluta é de 41 senadores. Cabe ao Senado aprovar indicações de autoridades, como ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e diretores do Banco Central. Nenhum partido chega sozinho à maioria absoluta: tanto a maior bancada quanto o partido do presidente eleito em 25 de outubro dependerão de acordos com outras legendas para aprovar emendas constitucionais e indicações.
Para o cidadão e para quem estuda para concurso, o Senado funciona como casa revisora: o que a Câmara aprovar sobre servidores, como a reforma administrativa (PEC 38/2025) ou leis de reajuste, também passa pelos senadores. A projeção ainda pode mudar. A imprensa aponta o 2º turno para governador no Acre, no Amazonas e no Tocantins como fator de alteração, porque senador com mandato em curso que se eleja governador deixa a cadeira para o suplente, que pode ser de outro partido; trocas de filiação também mexem nos números.