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Segurança pública

Violência por região: a taxa de homicídios ao longo do tempo

Homicídios registrados por 100 mil habitantes em cada grande região, de 1980 a 2024

Como ler o gráfico

Cada linha é a taxa de homicídios de uma grande região, por 100 mil habitantes: a soma dos homicídios dos estados da região dividida pela soma das populações. O Brasil pode ser incluído pelos botões acima do gráfico. A taxa de homicídios é o indicador de violência mais usado para comparar lugares e períodos, porque o registro de morte é o menos sujeito a subnotificação. As taxas usam a população do IBGE (estimativas e censos de 1980 a 1999; Projeções da População, revisão 2024, de 2000 em diante), a mesma da base de dados do Atlas da Violência. A publicação impressa do Atlas usa a população da PNAD Contínua, por isso algumas taxas diferem em décimos (Brasil 2024: 20,0 aqui e 20,1 no Atlas) e, em Roraima, em alguns pontos, por causa da migração venezuelana. A troca de fonte da população entre 1999 e 2000 cria uma pequena quebra. Em 1996 o Ministério da Saúde trocou a classificação de doenças (da CID-9 para a CID-10); as definições foram alinhadas, mas a mudança pode afetar a comparação. Nos anos 1980 e no início dos 1990, muitos óbitos no Norte e no Nordeste não eram registrados ou ficavam sem causa definida, por isso parte da alta dessas regiões até os anos 2000 vem da melhora do registro. Tocantins só aparece separado a partir de 1989; antes disso está dentro de Goiás. As faixas de governo localizam os anos e não atribuem causa.

Contexto

O Ipea e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública usam a taxa de homicídios do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, como principal medida de violência no Atlas da Violência. Ela permite comparar as regiões desde 1980.

Em 1980, o Sudeste tinha a maior taxa do país (15,2) e o Nordeste, uma das menores (8,2). Em 2000, o Sudeste ainda liderava, com 35,4. Desde então as posições se inverteram: em 2024, as taxas foram Nordeste 33,6, Norte 28,0, Centro-Oeste 19,2, Sul 14,6, Sudeste 11,7.

Pela medida do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as mortes violentas intencionais, que somam homicídios, latrocínios, lesões seguidas de morte e mortes por intervenção policial registrados pelas polícias, o Nordeste teve a maior taxa em todos os anos de 2012 a 2025, menos em 2018 e 2019, quando o Norte liderou. As duas medidas usam registros diferentes e chegam a números próximos, mas não iguais.

Fonte: Ministério da Saúde, SIM, com a definição do Atlas da Violência